MAGAZINE SOUJAR

sábado, 17 de outubro de 2015

Boeing 737-700 NA VARIG

Boeing 737-700
1997-2006



Mais uma vez pioneira, a VARIG foi a primeira companhia da América Latina a operar a terceira geração da família Boeing 737, conhecida como B737NG (Next Generation). O primeiro Boeing 737-700, PP-VQA, chegou em 1997 e iniciou operando em rotas domésticas. Até 1999 a VARIG já estava operando cinco Boeing 737-700, juntamente com a sua subsidiária Rio Sul. Além das rotas domésticas, o Boeing 737-700 também operou na Ponte Aérea Rio - São Paulo e em voos para América do Sul. O Boeing 737-700 trouxe a novidade de vários monitores no teto da aeronave com informações sobre o voo e vídeos de entretenimento. Além entretenimento à bordo inédito, o B737-700 possuí maior espaço para bagagem e novo design de cabine, maior velocidade de cruzeiro e pode voar numa altitude mais alta que o B737-300, reduzindo ainda mais as chances de ocorrer turbulência.
O Boeing 737-700 é o sucessor do Boeing 737-300 e incorpora novas tecnologias e refinamentos aerodinâmicos, incluindo uma nova cabine de comando semelhante ao do Boeing 777, com telas de cristal líquido (LCD). Os novos motores CFM56-7 são ligeiramente maiores do que o da versão 300 e são mais silencioso, econômico (9% menos consumo de combustível que o 737-300) e disponibiliza 24 mil libras de empuxo (duas mil a mais que o 737-300).
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Nº de unidades operadas05
ConstrutorThe Boeing Company, EUA
MotorDuas turbinas General Electric/ CFMI CFM56-7B26
Envergadura da asa33,60m
Comprimento34,30m
Altura12,50m
Velocidade de cruzeiro930Km/h
Altitude máxima de vôo12.500m
Alcance de vôo6.200Km
Altitude máxima de vôo12.500m
Peso máximo de decolagem69.000Kg
Tripulação técnica02 (2 pilotos)
Lotação máxima149 passageiros
Lotação máxima (configuração VARIG)118-136 passageiros
Capacidade máxima de combustível26.000litros
Pista mínima para decolagem1.6m

Boeing 737-400 NA VARIG

Boeing 737-400
2000-2002 / 2004-2006


Além da versão 300, a VARIG operou quatro unidades da versão Boeing 737-400 entre 2000 e 2002 e entre 2004 e 2006. O Boeing 737-400 é uma versão alongada do Boeing 737-300, capaz de transportar mais passageiros e carga. Na VARIG ele complementou o Boeing 737-300 nas rotas domésticas de maior demanda.
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Configurações do Boeing 737-400 da VARIG:
1º Configuração: 146 assentos
Classe Executiva:
 8 assentos (2+2 assentos por fileira)
Classe Econômica:
 138 assentos (3+3 assentos por fileira)
2º Configuração: 156 assentos (somente classe econômica)
Principais rotas: Aracaju, Belém, Brasília, Curitiba, Foz do Iguaçu, Macapá, Porto Alegre, Recife, 
Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador

Nº de unidades operadas8
ConstrutorThe Boeing Company, EUA
MotorDuas turbinas CFM International CFM56-3C1, de 23.500 lbs. de empuxo cada um
Envergadura da asa28,90m
Comprimento36,40m
Altura11,10m
Velocidade de cruzeiro850Km/h
Alcance de voo3.600Km
Altitude máxima de voo11.300m
Peso da aeronave vazia34.000Kg
Peso máximo de decolagem68.040Kg
Tripulação técnica02 (2 pilotos)
Lotação máxima180 passageiros
Lotação máxima (configuração VARIG)146 ou 156  passageiros
Capacidade máxima de combustível20.100litros
Pista mínima para decolagem2.500m

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Varig nos anos 90


  

Em abril de 1990, o gaúcho Rubel Thomas foi eleito presidente da VARIG, que a liderou no difícil período que atingiu duramente toda a indústria de transporte aéreo. Mesmo assim foram abertas novas rotas internacionais e domésticas na malha de linhas da VARIG. Em abril de 1995, foi eleito um novo Presidente, Carlos W. Engels, que administrou o período de transição que a VARIG atravessava. Uma outra eleição trouxe um novo Presidente, Fernando Abs Cruz da Souza Pinto. Filho de um antigo comandante da VARIG, também piloto e até então Presidente da Rio Sul, ele assumiu a Presidência da VARIG em janeiro de 1996.
A década de 90 se iniciou com os dois maiores e mais modernos jatos da época, o MD-11 e o Boeing 747-400, ambos chegaram em 1991. A VARIG foi uma das primeiras companhias aéreas do mundo a operar o MD-11, que se tornou a principal aeronave para voos internacionais. Além de renovar a frota, a VARIG também expandiu ainda mais a sua malha internacional com o lançamento da rota São Paulo – Johanesburgo – Bangkok – Hong Kong, em 1993. Além dessa, a VARIG também reforçou a sua presença nos EUA com voos para Orlando, Washington, Atlanta e Chicago.
Em 1994 a VARIG lançou o seu programa de fidelidade Smiles, que logo se tornou o maior da América Latina. No ano seguinte, o grupo VARIG ficou maior, com a aquisição de 49% da companhia aérea uruguaia Pluna e a aquisição da Nordeste pela Rio Sul.
Em 1996 surgiu uma nova VARIG, com o lançamento da nova identidade visual da empresa. A rosa dos ventos ganhou novas cores, amarelo e dourado, e o logotipo Varig ganhou o nome “Brasil” estilizado.
No ano em que completou 70 anos, a VARIG deu mais um passo importante em sua história ao entrar na Star Alliance, em novembro de 1997. Agora a VARIG fazia parte de uma rede global de companhias aéreas com alto nível de qualidade, oferecendo mais de 10 mil voos diários para 124 países. Foi em 1998 que a VARIG se tornou a primeira companhia da América Latina a operar a nova geração de jatos da Boeing, os Boeing 737NG, com o inicio da operação regular com o Boeing 737-700.

    

Como era voar nos anos 90:
Na década de 90, o que já vinha acontecendo nos EUA e Europa há alguns anos, começou a aparecer no Brasil mais fortemente. Com a abertura do mercado brasileiro, as companhias aéreas viram a competição aumentar, os preços diminuírem e a ocupação das aeronaves declinar.
Para se adequar a nova realidade, as companhias tiveram que reduzir custos e isso significa menos “mimos” para os passageiros. Foi na década de 90 que a classe econômica fez jus a palavra “econômica”, os assentos diminuíram, a distancia entre as fileiras ficou menor, refeições mais simples e “adeus” para as bebidas alcoólicas em voos domésticos. Por outro lado, os passageiros se beneficiaram com a tecnologia, que permitiu o uso de vários monitores nas aeronaves, ao invés de apenas um telão, e venda Duty Free a bordo.
Outra coisa que mudou nos anos 90 foi a proibição do fumo a bordo.

Classe Econômica VARIG: A VARIG oferece aos seus passageiros de classe econômica mais espaço para as pernas, já que suas aeronaves são configuradas com menos assentos para dar mais conforto ao passageiro. Nos voos domésticos são oferecidas refeições quentes, acompanhadas de salada, pão, manteiga, frutas, sobremesa, chocolate Kopenhagen e bebidas como água, sucos, refrigerantes, água de coco, mate, chás e café. Em voos internacionais há duas ou três opções de pratos quentes. Em voos transoceânicos há o Snak Bar, um bufê self-service com lanches variados para o passageiros se servir a qualquer hora durante o voo.
A VARIG também disponibiliza para os seus passageiros em qualquer classe, refeições especiais, kit de entretenimento para crianças e kit de entretenimento para bebes.


Classe Executiva VARIG: Com maior espaço para você, as poltronas da classe executiva VARIG reclinam até 135 graus. O serviço de bordo inclui duas opções de entrada, quatro opções de pratos quentes e uma sobremesa, além de frutas e queijos. As bebidas incluem o programa Wines of the World. Os passageiros ainda dispõem de aparelhos de vídeo individual com 12 opções de programa em sete idiomas.
A VARIG também possui suas próprias salas VIPs para passageiros de primeira ou classe executiva ou com cartão Smiles diamante ou ouro. Nas salas, os passageiros têm a disposição microcomputadores com acesso à internet, telefone, fax e copiadora. A VARIG também disponibiliza para esses mesmos passageiros, a possibilidade de alugar um celular.


Primeira Classe VARIG: O atendimento personalizado continua sendo a característica principal da primeira classe VARIG.  O serviço de bordo obedece à filosofia “Restaurant Style” e permite a escolha do prato de sua preferência e quando gostaria que cada uma das refeições seja servida. O Caviar iraniano, cada vez mais raro e exclusivo, continua sendo destaque no serviço de bordo da VARIG que conta com o wine-expert Danio Braga escolhendo pessoalmente os vinhos do programa Wines of The World. O entretenimento da VARIG First conta com aparelhos de vídeo individual, com doze opções de programa sendo seis filmes, em até sete idiomas diferentes. A VARIG First conta também com o Comfort Station que reúne nove itens bastante úteis a bordo e que complementam os produtos disponíveis nas "necessaires" e nos toaletes.



Frota:5xBoeing 727-100F
13xBoeing 737-200
25xBoeing 737-300
5xBoeing 747-300
6xBoeing 767-200ER
6xBoeing 767-300ER
7xDouglas DC-10-30
2xDouglas DC-10-30F
7xMcDonnell Douglas MD-11

TOTAL: 76
Passageiros Transportados: 244 milhões (média de 24,41 milhões por ano)
Destinos Nacionais:46 cidades
Destinos Internacionais:Montevidéu, Buenos Aires, Santiago,

Assunção,Santa Cruz de La Sierra, La Paz, Lima, Bogotá, Cara
cas, Quito, Guayaquil, Cayenne, Paramaribo, Panamá, São José,
México, Cancun, Miami, Orlando, Chicago, Atlanta, Washington,
 Los Angeles, New York, Toronto, Lisboa, Oporto, Madrid, Barcelona, 
Paris, Roma, Milão, Zurich, Frankfurt, London, Copenhagen, Amsterdam, Johanesburgo,
 Luanda, Lagos, Tokyo, Nagoya, Bangkok, Hong Kong


sábado, 22 de agosto de 2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A ESTRELA DA TAM

Durante dez anos a Varig (antiga) foi o membro oficial da Star Alliance no Brasil. Fundada em 1997 pelas companhias Air Canada, Lufthansa, Scandinavian Airlines, Thai Airways e United Airlines (que formam  as cinco pontas da logomarca), a Star Alliance teve a associação da companhia brasiliera naquele mesmo ano. Para marcar a adesão, foi realizada uma cerimônia onde o Boeing 747-300 PP-VNH foi adesivado provisoriamente com a logotipia da Star Alliance. Posteriormente o Boeing 767-200ER PP-VNS recebeu a pintura completa, com a fuselagem divida em frações da pintura de cada integrante do grupo. Durante uma década, mais três aeronaves receberam os títulos e logomarca da aliança: os MD-11 PP-VTH e PP-VTU (todo branco c/ títulos e logotipo na deriva) e o B767-300 PP-VOI (mesmo padrão "VTU").
Dentre os tantos capítulos difíceis pelos quais passou a "velha" Varig em sua derrocada, um dos mais emblemáticos foi o convite para que empresa se retirasse do seleto grupo de associados, sinalizando o desprestígio atingido pela pioneira. Desta maneira lastimável a Star Alliance ficou sem representantes no importante mercado sul americano.
Finalmente em 07/10/2008 foi efetuado o convite para que a TAM seja o mais novo membro da Star Alliance  no Brasil e na América do Sul. O anúncio oficial será realizado assim que a companhia brasileira terminar o processo de integração, o que deverá ocorrer dentro de poucas semanas. Há alguns dias a TAM começou a aplicar o pequeno adesivo da Star Alliance  na parte frontal das suas aeronaves, característica para todos os membro do grupo, e espera-se que uma aeronave receba a pintura completa da seleta aliança internacional.
#A TAM saiu da aliança depois de se fundir com a LAN
(Fotos: Roger RKD © (TAM) e Fábio Fonseca - AeroEntusiasta © (VRG) -www.AeroEntusiasta.com.br)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Rio Sul, a mini-Varig – Uma breve história

737-500 Rio Sul
737-500 Rio Sul
 Em continuidade a série do SITAR, vamos falar hoje da RIO-SUL, a quem coube a faixa da região Sul e Rio de Janeiro/Espírito Santo. Essa empresa foi criada pela TOP TÁXI AÉREO, SUL AMERICA SEGUROS e VARIG. A empresa começou com uma frota de 2 EMB110 Bandeirante, 4 Piper NAVAJO e 2 Sabriliner (jatos executivos). A primeira linha foi Porto Alegre / Pelotas / Rio Grande operada em 9 de Setembro de 1976.
Fokker 50
Fokker 50

A Rio-Sul adentrou os anos 80 com fatos relevantes, a sua frota de EMB110 crescia ao tempo que a SUL AMERICA SEGUROS vendia sua parte para a FUNDAÇÃO RUBEM BERTA. Em 1982 a frota recebeu o Fokker 27, duas aeronaves que deram capilaridade a companhia. Com a debandada dos vôos domésticos de Congonhas para Guarulhos em 1985, restou a Congonhas operar ponte aérea e vôos regionais, a Rio-Sul então começou uma batalha que duraria a “vida toda” com aTAM a partir daquele aeroporto. A companhia em 1986 operava 8 Fokker 27 e 7 EMB110, suas linhas VDC – Vôo Direto ao Centro eram Rio – Belo Horizonte e São Paulo – Curitiba. Em 1989 a companhia receberia seu primeiro EMB120 Brasília, sendo a lançadora do tipo no Brasil, operava com ele a rota Caxias do Sul – Congonhas, Londrina – Maringá – Congonhas entre outras. Além do TOP, que era como chamou a Ponte Aérea CGH-SDU operada pelos EMB120 em concorrência com a TAM.
EMB-120 Brasília
EMB-120 Brasília

Os anos 90 trouxeram novidades relevantes, como nova pintura e não menos importante, o crescimento pautado na renovação de frota com os FOKKER 50 entrando em 1992 e ainda naquele ano a chegada do BOEING 737-500 “REGIONAL”. Na verdade a RIO-SUL iria operar com Fokker 100, batendo de frente com aTAM utilizando o mesmo equipamento, mas pesou na decisão pelo 737-500 a compatibilidade operacional com a VARIG que já tinha uma larga frota de 737-300.
737-500 Rio Sul
737-500 Rio Sul
Os 737-500 batizados de regionais chegaram em peso na companhia, sendo o primeiro o PT-SLN, seguido do PT-SLM. Neste cenário, a RIO-SUL se tornou a galinha dos ovos de ouro da VARIG, pois operava nos aeroportos centrais, com tarifas cheias e um quadro de salários bem diferente da VARIG, com o crescimento vertical daTAM, a RIO-SUL fez papel de “volante” no meio de campo da VARIG protegendo a entrada daTAM na área gaúcha. Em 1997 coube a RIO-SUL estrear no país o ERJ145, batizando o mesmo de JET CLASS. A essa altura a frota era baseada em FOKKER 50, EMB120, ERJ145 e BOEING 737-500. O serviço de bordo era de excelência e sua estrutura também. Em 1995, a RIO-SUL deu uma grande cartada ao adquirir a NORDESTE e recuperar aquela companhia, fechando assim do Norte ao Sul em duas empresas parceiras afim de evitar o crescimento da temida TAM.

ERJ-145 Rio Sul
ERJ-145 Rio Sul
Em 2000 a companhia retirou os FOKKER 50, transferindo-os para a Nordeste, acelerou a retirada dos EMB120 e se padronizou com os ERJ145, BOEING 737-500 e também já tinha adotado os 737-300 na frota. Usou e abusou do branco predominante em sua fuselagem para transformar os aviões em outdoor com propagandas da TELESP, RENAULT, entre outros. Quando iniciava a transição de 737-300 para 737-700 veio a crise da VARIG que pegou a RIO-SUL em cheio, obrigando-a a se fundir com a VARIG e NORDESTE, encerrando assim a carreira desta companhia brilhante e inesquecível na aviação comercial Brasileira em Setembro de 2002. A companhia ainda voou com códigos próprios pelo Sul com 737-500 e ERJ145 até o final, ao desativar os EMB120 transferiu os aviões SLC, SLD, SLE para uma novata que assumia suas rotas na Bacia de Campos, essa novata era a OceanAir que cresceu verticalmente até se tornar Avianca Brasil.
FONTE: Aviões e Musicas

O Trágico fim do PT TAC da Transbrasil

PT TAC Tranbrasil nos seus tempos áureos ao lado de um United

PT TAC em Taguatinga, cidade do Distrito Federal distante 20 quilômetros do centro de Brasília