MAGAZINE SOUJAR

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Recuperação judicial da Varig tirou lei do papel


Recuperação judicial da Varig tirou lei do papel
Por Marina Ito
A amplitude e a eficiência de uma lei só são conhecidas depois que a norma é aplicada a um caso concreto. É o chamado "leading case", o processo piloto, que pavimenta o caminho por onde passarão todas as discussões judiciais similares que se seguirem.

A recuperação da Varig, da Rio Sul e da Nordeste Linhas Aéreas, que começou em 2005, foi o caso pioneiro que deu vida à, na época, recentíssima Lei de Falências (Lei 11.101/05). A causa deu base para que a lei fosse aplicada em inúmeras outras recuperações judiciais que pipocaram nos últimos meses por conta da crise econômica. A constatação é do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (3/9), o juiz, que conduziu o processo de recuperação da companhia encerrado na quarta-feira (2/9), questionou se a situação atual seria diferente caso fosse decretado a falência da companhia aérea. Para ele, a decretação da falência poderia representar a morte não só da empresa como da própria lei. “O caso tem importância por ter dado efetividade à lei.”

O juiz observou que com a crise econômica e a redução do crédito, o número de ações de recuperação aumentou. Não fosse a lei, disse, as empresas poderiam deixar de existir. Segundo ele, no Rio de Janeiro, todas as empresas que entraram em recuperação judicial estão se saindo bem. Embora não esteja à frente do processo específico, o juiz citou a recuperação judicial da loja de departamentos Casa & Vídeo. “A lei ganhou vida, entrou no cenário jurídico”, disse.

Ele também afirmou que além de dar vida à lei, a intenção era resolver o problema de uma grande empresa brasileira. “Não é o juiz quem decide o futuro da empresa. Quem decide são credores e devedores em um cenário de amplo debate”, explicou.

Ayoub disse que, durante o processo, que durou quase quatro anos e meio, algumas questões também ajudaram a consolidar a lei como a manifestação do Supremo Tribunal Federal a respeito da constitucionalidade dela e da não sucessão de dívidas caso a empresa tenha ativos alienados. Por um lado, o juiz avalia como positivas as manifestações dos tribunais superiores quanto à não sucessão de dívidas. Por outro, lamenta que a empresa em recuperação não tivesse, na época, se beneficiado de um cenário mais estável e de uma cultura de não sucessão. “Se alienação acontecesse hoje, seria completamente diferente.”

Os advogados que sustentaram a inexistência da sucessão de dívidas foram os integrantes do escritório Teixeira Martins Advogados. À época em que empresas interessadas em participar do leilão de compra da unidade produtiva da Varig, a maior parte dos escritórios consultados deram parecer em sentido contrário. A justiça trabalhista trabalhou para que os ativos pudessem ser bloqueados para indenizações. A própria entidade corporativa dos juízes, a Anamatra, entrou na disputa. Mas prevaleceu o entendimento do juiz Ayoub.

Para ele, é necessário aprimorar as leis. No caso da atual Lei de Falências, há alguns pontos que ele acha que poderiam ser modificados. “Não concebo a ideia de que com a falência, há perda da concessão.” Outro ponto é quanto à exigência de certidão negativa de débitos.

Com o fim da recuperação judicial, a administração da empresa volta aos antigos gestores, afastados por decisão do juiz, a Fundação Rubem Berta. Ayoub explicou que isso significa que a empresa, hoje Flex, continuará a funcionar normalmente. O plano de recuperação deverá ser cumprido, já que há cláusulas que preveem condições estabelecidas para até 20 anos. Segundo ele, a execução do plano de recuperação fica submetida ao controle do juiz. Ele explicou que o plano não pode ser modificado e, se isso acontecer, o juiz poderá ser chamado para que restabeleça o que ficou decidido.

Ninguém sabe qual será o destino da empresa, disse. Segundo ele, é inegável que há dificuldades. Mas a empresa pode receber dinheiro decorrente de ações ainda em curso nos tribunais. Uma delas diz respeito à defasagem tarifária, que está no Supremo Tribunal Federal. A empresa pede indenização da União devido à política de preços das passagens aéreas entre 1985 a 1992. Ayoub disse que não há o valor exato de quanto a empresa receberia caso fosse julgada favorável à companhia. Mas, disse, não é de R$ 20 a R$ 30 bilhões como se chegou a propagar.

A ação foi suspensa por pedido da Advocacia-Geral da União. Segundo o juiz, o advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, tem tido um papel importante na condução do acordo, mas a situação é complexa. Caso o acordo não aconteça, ficará a cargo do Supremo decidir a questão.

As empresas Varig, Rio Sul e Nordeste Linhas Aéreas entraram com o pedido de recuperação em junho de 2005. Afirmaram que, no primeiro trimestre de 2005, tiveram o lucro operacional de R$ 157 milhões e que apresentavam dificuldades financeiras para continuar a funcionar. Nos autos, além da relação dos credores e fornecedores, também estavam relacionados os nomes dos empregados da companhia e dos bens que administradores e acionistas da empresa. No decorrer do processo, foi nomeada consultoria contábil para avaliar se as contas das empresas cumpriam os requisitos exigidos por lei. Também foi nomeado um administrador judicial. Posteriormente, o juiz convocou Assembleia de Credores para que o plano de recuperação fosse apresentado pela empresa.

No curso do processo, o acionista controlador foi afastado por ingerência administrativa das empresas em recuperação. No fim de 2005, o pedido de recuperação judicial foi concedido pelo juiz.

ANAC RENOVA AUTORIZAÇÃO DA VELHA VARIG

Anac renova autorização de funcionamento da Nordeste
A Nordeste Linhas Aéreas (em recuperação judicial), que pertencia ao Grupo Varig e atualmente utiliza a marca Flex, conseguiu renovar com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a autorização operacional para exploração de serviço de transporte aéreo público não-regular de passageiro, carga e mala postal. A decisão, publicada em ata de reunião do último dia 18, foi aprovada, por unanimidade, no sentido da renovação pleiteada pelo prazo de um ano, “considerando que a empresa demonstrou sua regularidade sob o aspecto operacional e capacidade econômico-financeira suficiente, suprida a demonstração de sua regularidade fiscal e previdenciária por decisão judicial”.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

VELHA VARIG VOLTA PARA FUNDAÇÃO RUBEN BERTA

A gestão da Flex, a chamada "velha Varig", vai voltar à Fundação Ruben Berta nos próximos dez dias, com o fim do processo de recuperação judicial da empresa. A informação é do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pelo processo.
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Ayoub decretou nesta terça-feira (1º) o encerramento do processo de recuperação judicial das empresas Viação Área Riograndense (Varig), Rio Sul Linhas Aéreas e Nordeste Linhas Aéreas, que operam atualmente sob a bandeira Flex.
Segundo o juiz, após a publicação da sentença no diário oficial, haverá um período de transição de dez dias, durante o qual a gestão da empresa passará do administrador judicial de volta à Fundação Ruben Berta, acionista controladora da Varig, que havia sido afastada da gestão em 2005.
Ainda segundo Ayoub, existe um plano de recuperação da empresa que deverá ser cumprido pelos novos administradores e cujo cumprimento será monitorado pela Justiça.
De acordo com o juiz, a empresa tem vários processos tramitando no Judiciário, inclusive no Supremo Tribunal Federal. "Essas ações, que poderão resultar em injeção de recursos à empresa Flex e permitir o cumprimento do plano com o pagamento de diversos credores, estão aguardando acordo com a Advocacia Geral da União ou novo julgamento no STF. Se for favorável o julgamento no Supremo, o plano de recuperação poderá ser cumprido", avaliou Ayoub.
A Varig entrou com pedido de recuperação judicial em 2005 e foi posteriormente dividida. A parte "boa" da empresa, a chamada "nova Varig", foi vendida primeiro à Varig Log e depois à Gol. Já a chamada "velha Varig" ficou com as dívidas da aérea e entrou em recuperação judicial.
A Cultura da não sucessão ou do estelionato trabalhista, os principios da própria lei de Recuperaçaõ não foram cumpridos o prazo estourou faz tempo para o acerto trabalhista, a flex é uma empresa sem aviões e sem rotas, o ativo em forma de slots vendido,quase todo foi perdido pela gol que safou-se da sucessão mas não se beneficiou de tal negociata, o país perdeu empresa de grande projeção e confiabilidade no exterior que trazia US$ bilhões de divisas,perdeu centenas de pilotos qualificados que hoje trabalham no exterior os postos de trabalho foram extintos, os empregados foram esbulhados de seus direitos constitucionais e trabalhistas, quem realmente ganhou com tudo isso Sr. juiz Ayoub

VELHA VARIG SAI DA RECUPERÇÃO JUCIDIAL

Juiz encerra processo de recuperação judicial da Viação Aérea Riograndense (Varig)
Extraído de: Correio Forense - 05 de Setembro de 2009
O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio, decretou o encerramento do processo de recuperação judicial da Viação Área Riograndense (Varig), da Rio Sul Linhas Aéreas e da Nordeste Linhas Aéreas. Para ele, o plano foi cumprido, durante os dois anos de prazos e obrigações. Ele determinou que, em 15 dias, seja apresentado pelo administrador judicial o relatório circunstanciado referente à execução do plano de recuperação. Foi aberto também prazo de 30 dias para a apresentação da prestação de contas, devendo ser efetuado o pagamento do saldo remanescente, se houver capacidade.
Segundo ainda o magistrado, na decisão, foi exonerado o administrador judicial do encargo da função, a partir da publicação da sentença, datada de 1º de setembro. Foi concedido prazo de dez dias para transição da gestão da empresa, devendo a sua administração retornar aos antigos gestores.
Pedido de recuperação judicial
A Varig, a Rio Sul e a Nordeste entraram com pedido de recuperação judicial em 17 de junho de 2005, alegando que apresentavam dificuldades financeiras, sendo necessária sua reorganização, com a preservação de empregos direitos e indiretos, além dos direitos dos vários credores e usuários de seus serviços . O lucro operacional do grupo no primeiro trimestre daquele ano tinha sido de R$ 157 milhões.
O processo começou com documentação nos volumes 1 a 4, com relação nominal dos credores de Varig, Rio Sul e Nordeste, relação integral dos empregados das empresas e relação dos bens particulares dos administradores das empresas e da sua acionista controladora. Durante os dois anos de recuperação foram nomeados a empresa Exato Assessoria Contábil e o administrador judicial. Houve também decisão determinando a convocação da Assembléia de Credores para a constituição do Comitê de Credores e a publicação de edital marcando a assembléia para 24 de setembro de 2005, ocasião em que foi apresentado o plano de recuperação. Dois meses depois, houve a substituição do administrador judicial pela Deloitte Touche Tohmatsu Consultores.
Em 15 de dezembro de 2005, outra decisão afastou o acionista controlador da ingerência administrativa das empresas em recuperação. O plano de recuperação foi aprovado no dia 19 e, em 28 de dezembro, foi concedida a recuperação judicial, chegando os autos a 205 volumes. Com encerramento da recuperação o acionista controlador retoma o assento na companhia, cabendo ao juízo da 1ª Vara Empresarial monitorar a execução do plano de recuperação, que foi aprovado por todos os credores. Aguarda-se, ao final, a definição sobre as ações que tramitam nos tribunais superiores que poderão resultar em injeção de recursos à empresa Flex e, com isto, cumprir o plano com o pagamento de diversos credores.
A Varig é uma companhia aérea brasileira fundada em 7 de maio de 1927, em Porto Alegre. Sua parte estrutural e financeira foi comprada primeiramente pela Varig Log, tornando-se a VRG Linhas Aéreas S.A., e em seguida, pela Gol Transportes Aéreos.
A Justiça do Direito Online
Autor: TJRJ

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Aviao Brasileiro na Mira



A incrível história do Boeing-707, brasileiro da velha Varig que quase foi derrubado por um avião Harriere britânico (que decola verticalmente), durante a Guerra das Malvinas.
Em 1982, a desgastada ditadura argentina chefiada pelo General Galtieri, teve uma idéia suicida que se alcançasse sucesso poderia ter sido a redenção do seu prestígio e do próprio regime, ou seja, invadir as Ilhas Falkland. Na lógica do regime, nada seria mais natural, do que se apossar das Malvinas, para os argentinos.Afinal, a ilhas estão a 500 km da Argentina e a 14 km dos ingleses, seus propietários. Desprovido de um mínimo de logística, e sabendor da potência bélica britânica, comandada à época, pela Dama de Ferro Margaret Tatcher, Galtieri desafiou todas as leis, e num ato de pura euforia convocou os mais jovens para a se apossarem das ilhas. Resultado: Mais do que a batalha, perderam a própria vida!Nessa batalha-marketing no Atlântico Sul, o Brasil só apareceu na cobertura jornalística quando um Vulcan que voava rumo às Falklands teve uma pane e foi obrigado a pousar no Galeão, atual Aeroporto Tom Jobim.Mas o pior poderia ter acontecido dias depois. Na madrugada do dia 2 de abril de 1982, o almirante Sandy Woodward, avista um 707, e resolve codificar o “intruso” para efeito da comunicação dentro da frota. Um Harrier, caça inglês que decola na vertical, é mandado para interceptar a aeronave detectada.Preparando-se para incursões de interceptação desse avião de reconhecimento, Woodward pede a sua base em Northwood, na Inglaterra, permissão para abate-lo caso se aproximasse de novo.Logo após o pôr-do-sol do mesmo dia, lsurge novamente o Boeing 707, direto na direção da frota. A aeronave, a 630 quilômetros por hora, está agora a dois minutos do limite em que pode ser atacada. Nesse momento, passa pela cabeça do comandante a hipótese de que aquele aparelho poderia não ser um espião e a pergunta: “Existe algum vôo comercial que passa por aqui, no Atlântico Sul?”. A resposta confiante é:"NÃO! “ Então chegou a hora”, pensa Woodward, quando faltava apenas um minuto para lançar o míssil contra o “invasor”, que a cada dez segundos estava a uma milha mais próximo.Restando apenas 20 segundos para o disparo, uma voz pausada entra no ar, do controle da frota. Esta
informação, mudou a história e salvou vidas: “Parece ser uma aeronave na rota Durban - Rio de Janeiro.
“Weapons tight!”, brada Woodward ao microfone: “FOGO SUSPENSO!” Em seguida, um caça Harrier sobe para analisar o avião de perto. “Sem dúvida”, reporta o piloto, “é um avião comercial brasileiro, com todas as luzes de navegação e de cabine acesas, na direção noroeste, rumo ao Rio de Janeiro”.
Nesta foto-montagem, o ponto aproximado, onde o jato brasileiro, lotado de passageiros, foi salvo por um lapso de tempo de 20 segundos

sexta-feira, 5 de junho de 2009


Quem sabe um dia ele volta.

777 200 na VARIG

VARIG INICIA VÔOS PARA A EUROPA COM SEUS NOVOS BOEING 777reportagem de Daniel R.Carneiro, fotos de Daniel R.Carneiro e Boeing

Chegou ao Rio de Janeiro, no dia 3 de novembro de 2001, o primeiro de dois Boeing 777-200ER encomendados pela Varig e com entrega prevista para este ano. O segundo avião deverá chegar em 19 de novembro. Com os novos jatos, a Varig passa a contar com um dos mais modernos aviões em sua categoria, sendo a primeira empresa aérea latino-americana a operar o 777. Ontem, dia 13 de novembro, a Varig apresentou seu primeiro Boeing 777 à imprensa, em vôo Rio - Porto Alegre - Rio, do qual tivemos oportunidade de participar a convite da empresa.
Em Porto Alegre, o presidente da Varig, Engenheiro Ozires Silva, informou em entrevista coletiva que a empresa pretende efetuar um corte de custos na ordem de US$ 160 milhões, estando previstas medidas como o corte de pessoal (10%, conforme anunciado há algumas semanas), a desativação de 15 aeronaves (13 Boeing 737-200 e 2 MD-11, estes dois últimos sendo substituídos pelos novos 777) e a renegociação dos contratos de leasing. Quanto às encomendas já anunciadas, como a de mais quatro Boeing 777, Ozires anunciou que estão mantidas, mas que os prazos de entrega dos aviões também estão sendo renegociados.
A malha de rotas doméstica também está sendo reestudada, sendo os vôos distribuídos entre a Varig e suas subsidiárias regionais, Rio-Sul e Nordeste. Os Boeing 737-800 recém entregues vão substituir os 737-300 em algumas rotas, e os 737-200 retirados de serviço estão sendo substituídos pelos 737-300 e 737-700. Sobre a crise no transporte aéreo e no turismo, agravada com os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, Ozires Silva voltou a afirmar que a Varig, assim como as demais empresas aéreas nacionais, não estão pleiteando ajuda governamental - ao contrário do que está ocorrendo nos Estados Unidos, onde o governo anunciou estar destinando verbas para o setor -, mas sim pedindo uma revisão na política de impostos para o setor, visando tornar as companhias nacionais competitivas em relação a suas congêneres do exterior. O presidente da Varig defende uma carga tributária semelhante à praticada nos Estados Unidos e Europa. O diretor do DAC, Brigadeiro Venâncio Grossi, considerou justas as reivindicações e afirmou que o Governo Federal está estudando o assunto.
Chegada ao Rio de Janeiro, 03/11/2001
Chegada a Porto Alegre, 13/11/2001
Partida de Porto Alegre, 13/11/2001
Sobrevoando Santa Catarina
O NOVO AVIÃO
Os Boeing 777 da Varig estão equipados com o que há de mais moderno para oferecer um máximo de conforto ao passageiro. Todas as poltronas, inclusive as da classe econômica, estão equipados com um sistema de entretenimento e comunicação que incorpora vídeo (10 canais com filmes, musicais, notícias e documentários, além do "flight info", que apresenta informações sobre o vôo, como a posição do avião na rota, velocidade, altitude e tempo estimado para chegada ao destino), música (12 canais com música clássica, jazz, rock, MPB, pop internacional, samba e chorinho), videogames (10 opções de jogos), telefone e acesso à internet (o passageiro pode conectar seu notebook ao telefone, acessando a rede da Tenzing Global, que oferece acesso à internet via satélite). O sistema, MAS 3000, foi desenvolvido pela Matsushita e é utilizado, até o momento, por mais três companhias aéreas, além da Varig.
Apesar de as versões básicas do 777-200 possuírem capacidade para 305 a 440 assentos, os passageiros da Varig serão beneficiados com um grau ainda maior de conforto. Os jatos da Pioneira foram configurados para transportar 287 passageiros, sendo 6 na primeira classe, 49 na executiva e 232 na econômica (tivemos oportunidade de voar nessas duas classes, e mesmo na econômica o "pitch" - espaço entre assentos - permite um vôo longo com conforto superior ao normalmente encontrado em outras aeronaves). As poltronas da primeira classe permitem inclinação de 180o, idêntica à de uma cama.
Cabine de Comando
Sistema de Entretenimento
Telefonia
ROTAS
A Varig está estreando seu primeiro Boeing 777 na rota Rio de Janeiro - São Paulo - Londres - Kopenhagen (vôo RG8756) e Kopenhagen - Londres - São Paulo - Rio de Janeiro (RG8756), partindo do Rio de Janeiro às 20:45h e de São Paulo às 23:00, retornando a São Paulo dois dias depois, às 7:40h, e pousando no Rio de Janeiro às 9:20h. Não foram anunciadas, ainda, que outras rotas poderão ser operadas com os novos aviões após a chegada do segundo 777, mas sua utilização deverá ficar restrita a rotas intercontinentais. Além da Varig, já estão utilizando o Boeing 777 em vôos para o Brasil empresas como a Air France, British Airways, United Airlines (foi a primeira a operá-lo aqui, nos vôos de Miami para São Paulo) e American Airlines (já voa para São Paulo, e a partir de 14 de dezembro passará a voar também com o 777 entre Rio de Janeiro e Miami).
Os Boeing 777-200ER da VARIG
Prefixo
Modelo
Série
Entrega
PP-VRA
2Q8ER
28689
03/11/2001
PP-VRB
2Q8ER
28692
19 ou 21/11/2001

Boeing 777-200ER - Características

Dimensões
Comprimento
63,70m
Envergadura
60,90m
Altura
18,50m
Diâmetro da Fuselagem
6,19m
Largura da Cabine de Passageiros
5,86m
Desempenho e Motores
Velocidade de Cruzeiro
Mach .84
Alcance
11.040 a 14.260 Km
Peso Máximo na Decolagem
297.824 Kg
Motores
2 x General Electric 90-94B - 93,700 lb (42,502 kg)
Capacidade
Passageiros
305 a 440
Carga
160,16m3 (32 containers LD3 + 17m3