MAGAZINE SOUJAR

sábado, 16 de julho de 2011

707 All-Pax no Brasil Parte II



707-320C Intercontinental: o definitivo


A Varig estava muito satisfeita com o desempenho de seus Boeing 707. Mas, em 1961, a companhia absorveu o consórcio Real-Aerovias, então a maior empresa aérea do Brasil. Ao comprar a Real, herdou desta uma encomenda de 3 jatos Convair 990A, recebidos em 1963. Dois anos depois, ao receber parte do espólio da Panair do Brasil, a empresa gaúcha acabaria por receber um par de jatos Douglas DC-8. Em pouco mais de 5 anos, a Pioneira passou do zero para nada menos que 7 jatos operados: dois DC-8, dois Boeing 707 e três Convair 990A. Uma situação única no mundo: nenhuma outra empresa aérea operou simultaneamente com os três principais quadrimotores a jato de grande porte desenvolvidos nos Estados Unidos.

A liquidação da Panair apresentava um desafio à Varig, que "herdara" as rotas européias. Assim, desde 1965, a Varig precisava mesmo de uma aeronave capaz de voar entre Rio e Londres, Madri, Paris, Roma, Frankfurt e Lisboa, as primeiras cidades na malha européia. Isso era fundamental para a Varig, pois as rotas para o Velho Continente da recém liquidada Panair eram uma velha ambição de Ruben Berta.

E como o modelo efetivamente escolhido pela gaúcha era mesmo o Boeing 707, em 1966 a companhia anunciou a compra de seus três primeiros Boeing 707-341C (C de Convertible, de passageiros a carga e v. versa), a versão mais aperfeiçoada dentre todos os 707 desenvolvidos. A versão 320C era equipada com quatro motores Pratt &Whitney JT3D, com 18.000 libras de potência. Apresentava refinamentos aerodinâmicos, maior capacidade nos tanques (96.360 litros) e maiores pesos de decolagem, chegando a 152 toneladas. Como conseqüência, os 707-341C da Varig podiam voar mais longe - aproximadamente 9.900 km, suficiente para voar sem escalas entre o Rio de Janeiro e as principais cidades européias. Não menos importante, a nova versão possuía ainda uma porta de carga no deck principal. Dessa forma, a Pioneira podia retirar todos os assentos e levar somente carga no deck principal, que contava com piso reforçado para este tipo de missão. A companhia recebeu os 707 e imediatamente colocou as máquinas nas rotas para Nova York e Europa. Como o alcance dos 341C era muito maior do que o dos veteranos PP-VJA e PP-VJJ, estes dois últimos foram praticamente confinados a operar as rotas para Miami, Costa Oeste das Américas e sul-americanas.

O comandante Geraldo Knippling mais uma vez foi o escolhido para trazer o novo equipamento para o Brasil. Ele liderou a turma de comandantes e pilotos da Varig que tomaram o rumo de Seattle, nos Estados Unidos, ao final de 1966. Em conversas com este notável aviador, ficou claro o seu encanto pelo Boeing 707 na versão Intercontinental. Os dois primeiros na frota da Pioneira (PP-VJR e VJS) foram entregues em 28 de dezembro de 1966.

Rapidamente outras aeronaves foram trazidas. Em 1967, chegou o PP-VJT. Em 1968, o PP-VJK e o PP-VJX. Em 1969, entraram para a frota o PP-VJH, VJY e VJZ. Em 1971, o PP-VLI e VLJ. No ano seguinte, o VLK, VLL e VLM. Em 1973, o PP-VLN, VLO e VLP. Finalmente, em 1974 o último recebido, matrícula PP-VLU.

É bom notar alguns fatos interessantes. Alguns dos Boeing 707-320 recebidos pouco ou nunca operaram vôos de passageiros, sendo prioritariamente empregados em vôos de carga. Como exemplos, temos o PP-VLJ e VLU. Outros exemplares, apesar da configuração "Cargo", poucas vezes transportaram somente carga. O PP-VJH, VJK e VLO são exemplos. Nota-se que o Boeing 707 conferia à Varig uma desejável flexibilidade operacional. A empresa podia mudar substancialmente sua capacidade de transporte, adicionando cargueiros ou convertendo-os em aeronaves de transporte de passageiros, de acordo com as necessidades de mercado. O Boeing 707 seria, por estas razões, o sustentáculo da entrada, crescimento vigoroso e dominação da Varig nas rotas intercontinentais operadas por empresas brasileiras.

Pode-se dizer que o Boeing 707 foi o "Flagship" da companhia por exatos e longos 14 anos, desde a chegada do VJA a Porto Alegre em meados de 1960 até 1974, quando a Varig receberia seu primeiro McDonnell Douglas DC-10-30. Durante esses longos 14 anos - por sinal, os anos de máxima excelência e prestígio nos serviços e na imagem da Varig - o Boeing 707 foi a estrela maior. E, à medida em que as aeronaves do tipo eram entregues, eles foram gradativamente padronizando a frota de longo curso da Pioneira. Com a entrega do PP-VJT em março de 1967, a Varig retirou de serviço e vendeu o Convair 990A PP-VJE. Com a entrega do VLJ e VLI em 1971, a gaúcha retirou definitivamente de operação os Convair remanescentes, PP-VJF e VJG. Apenas um único DC-8 remanescente dos tempos da incorporação da Panair, o PP-PDS, voaria até 1975.

O Boeing 707 foi o equipamento fundamental da Pioneira em sua vigorosa expansão internacional, que ganhou impulso justamente pela entrega de mais unidades do tipo. Em 25 de junho de 1968, por exemplo, foi inaugurada uma rota herdada da Real: os vôos para o Japão. O vôo RG 830 partiu com um Electra do Aeroporto do Congonhas. No Galeão, troca para o equipamento 707, matrícula PP-VJS, com decolagem às 21h. Após escalas em Lima, Los Angeles e Honolulu, a chegada a Haneda, em Tóquio, ocorreu às 16h (horas locais) dois dias depois, em função dos fusos horários. O vôo inaugural para o Japão esteve sob responsabilidade dos comandantes Carlos Homrich (à época, Diretor de Operações), Schittini e Nagib.

Outro grande momento de nosso país foi protagonizado por um Boeing 707: a honra de transportar a seleção tri-campeã mundial no México coube ao já histórico PP-VJA. Por sinal, esta seria a primeira vez, de três, que a Varig traria de volta ao Brasil a seleção brasileira com as faixas de campeã mundial de futebol. Nesse ano cheio de novidades, a empresa aumentou suas freqüências para a Europa, passando a operar onze vôos semanais, bem como expandiu de dois para três os vôos semanais para Tóquio. Em 30 de junho, mais um vôo semanal para Madri elevou as freqüências para o Velho Continente para uma dúzia por semana. Antes desse memorável ano acabar, em 21 de agosto de 1970, a companhia inaugurou o primeiro vôo para a região meridional da África, um mercado que os Boeing 707 da Varig viriam a desbravar nos anos seguintes. Nessa data, o PP-VJS inaugurou a rota Rio - Johannesburgo - Luanda - Rio.

Perdendo a primazia

O período entre a segunda metade da década de 60 e primeira metade da década de 70 ficou marcado por instabilidades políticas no Brasil e em vários países em todo o mundo. O ideal socialista, que ganhava força nesse período apresentou uma faceta especialmente danosa às companhias aéreas: os seqüestros aéreos. A Varig não foi exceção, sofrendo pelo menos quatro seqüestros. Entre eles, um fato extremamente curioso: o Boeing 707 PP-VJX foi seqüestrado nada menos que três vezes. Essa curiosa sina teve início em 4 de novembro de 1969. O jato voava de Buenos Aires a Santiago do Chile, sob comando de Geraldo Knippling, quando três seqüestradores, todos jovens estudantes paulistas, invadiram a cabine. O Boeing prosseguiu para o Chile antes de voar para Havana. Meses depois, em janeiro de 1970, o VJX foi novamente interceptado, desta vez em um vôo entre Lisboa e Rio. Finalmente, em 12 de março de1970, a aeronave foi seqüestrada durante um vôo entre Santiago do Chile e Buenos Aires. Todas as viagens terminaram em Havana, Cuba, felizmente sem mortos ou feridos.

O ano de 1973 seria marcado por tristes acontecimentos, sobretudo na Varig. Além da primeira grande crise mundial do petróleo, o funesto "Oil Shock", o ano entrou para a história pois aconteceram dois acidentes fatais envolvendo jatos 707. O primeiro com o cargueiro PP-VLJ, que caiu segundos antes do pouso no Galeão, em 9 de junho. A aeronave submergiu na baía de Guanabara, matando dois dos quatro tripulantes. O segundo foi o mais grave da história da companhia. No dia 11 de julho, 116 passageiros e sete tripulantes perderam suas vidas quando o vôo RG 820, operado pelo PP-VJZ, pegou fogo em pleno ar, ao iniciar sua aproximação de Paris. Apesar dos esforços heróicos dos comandantes Gilberto Araújo da Silva e Antônio Fuzimoto, o Boeing não conseguiu chegar a Orly. Fez um pouso forçado em uma plantação de cebolas em Saulx-Les-Chartreux, arredores de Paris, a apenas 5 quilômetros da cabeceira da pista 7.


O acidente com o PP-VJZ chamou a atenção da mídia para um fato. Nas rotas internacionais, o Boeing 707 ainda era a principal aeronave da Varig. Nunca como nesse ano, por sinal, a empresa teve tantos jatos do tipo em operação: nada menos que 17 unidades. Porém, nas companhias aéreas mais poderosas do mundo, o veterano quadrimotor da Boeing vinha perdendo espaço para uma nova geração de aeronaves. Essa nova geração era representada pelos modelos Boeing 747, Lockheed L-1011 Tristar e o McDonnell Douglas DC-10. E, em que pese a excelência de atendimento, a cortesia, os vinhos finos e o caviar, os Boeing 707 da companhia gaúcha não mais podiam fazer frente aos wide-bodies que as empresas concorrentes queriam empregar nos vôos para o Brasil. E só não o faziam por uma attitude protecionista do governo brasileiro: os acordos bilaterais firmados pelo Brasil com outros países proibiam o uso de "wide-bodies" em vôos para o nosso país, até a Varig receber os DC-10. Somente em 1974 as empresas americanas e européias foram autorizadas a voar com B 747 e DC10 para o Brasil.

A Varig há muito sabia que precisaria, cedo ou tarde, reequipar sua frota de longo curso. Tanto que, desde princípios dos anos 70, vinha estudando cuidadosamente a compra de um desses três novos tipos. O Lockheed Tristar foi o primeiro a ser descartado. Era uma ótima aeronave, mas não possuía alcance para operar vôos sem escalas entre Brasil e Europa. A escolha ficou entre o DC-10 e o Boeing 747. Erik Oswaldo Kastrup de Carvalho, presidente da Varig, encomendou estudos internos que apontaram o DC-10 como alternativa ideal para a companhia. Com o dobro da capacidade do 707, eram mais adequados do que os Boeing 747 para as rotas internacionais, sobretudo na baixa estação, quando o tráfego cai consideravelmente. Ao final de 1972, quatro aeronaves foram encomendadas para operar nas principais rotas internacionais, em uma transação avaliada em US$ 110 milhões. Em 21 de junho de 1974, decolou da fábrica da McDonnell Douglas, em Long Beach, o primeiro DC-10-30 da Varig, matriculado PP-VMA.

Ainda assim, os 707 continuavam a prestar serviços brilhantes para a companhia. Em 1979, após um acidente grave ocorrido nos Estados Unidos, a Federal Aviation Agency determinou a paralisação total de todas as operações com aeronaves DC-10 no mundo todo. A medida entrou em vigor em 29 de maio e afetou profundamente a Varig. Com a paralisação, os cinco DC-10 em uso pela empresa ficaram retidos em solo. Não restou à companhia outra alternativa senão empregar para transporte de passageiros todos os 16 Boeing 707 disponíveis. O esforço foi feito com a ajuda dos tripulantes, que passaram a voar o máximo que permitia a regulamentação. Na verdade, a média de utilização horária dos 707 passou de 10.56 para 16.6 horas ao dia, um nível altíssimo. Essa situação só foi resolvida em 19 de junho, quando o FAA levantou a proibição. Nesse mesmo ano, em 24 de setembro, o vôo RG 409, Brasília-Rio, marcou a despedida de uma aeronave histórica da companhia: o primeiro Boeing 707 recebido pela companhia, o famoso PP-VJA, fez seu último vôo comercial nas cores da Pioneira. Sua retirada de serviço marcou o início de uma lenta e gradual substituição do tipo no transporte exclusivo de passageiros.

Ainda assim, os 707 da empresa continuariam a servir muitos mercados com classe e eficiência. Bons exemplos são os serviços africanos, que os 707 inauguraram e mantiveram na malha até meados da década de 80. Exemplos: em 1977, ano em que a empresa completou 50 anos de vida, em 26 de junho, partiu o vôo inaugural para Lagos, Nigéria. Em 1982, foi inaugurado o prolongamento da linha de Luanda até Maputo, Moçambique. Em 16 de outubro de 1984, partiu o primeiro RG 796, Rio - Abidjan, Costa do Marfim. Simplesmente a Varig não possuía aeronave mais adequada do que os 707 em termos de capacidade e alcance para rotas internacionais de menor densidade de tráfego. Por exemplo, em 20 de janeiro de 1984 decolou o primeiro RG 876, serviço semanal entre Rio - Guayaquil - Quito - San José de Costa Rica.

Em 1986, a Pioneira recebeu seu primeiro Boeing 767-200, matriculado PP-VNL, modelo escolhido para acelerar definitivamente a aposentadoria do 707. Em julho de 1987 teve início a entrega de seis jatos 767-241ER, comprados diretamente junto ao fabricante ao custo de US$ 380 milhões. Com a chegada destas aeronaves, os vôos internacionais remanescentes operados pelos 707 seriam gradativamente substituídos pelos novos e muito mais eficientes bimotores. Antes que essa transição fosse completada, mais um acidente fatal ocorreria com o tipo em serviço na Pioneira. No dia 2 de janeiro de 1987, o PP-VJK caiu nas cercanias em Abidjan, matando cinqüenta de seus 51 ocupantes. A aeronave fazia seu último vôo na companhia: após pousar no Galeão, ela seria desativada. Junto com três outras (PP-VJH, VJX e VJY), ela havia sido vendida à Força Aérea Brasileira. Após modificações nas oficinas da Varig, seriam empregadas como aeronaves de transporte e reabastecimento. O acidente acelerou a remoção do tipo no transporte de passageiros.

Ao final de 1987, foram operados os últimos vôos de passageiros com 707 na Varig nas rotas africanas. O derradeiro foi o vôo SC930/931, unindo Buenos Aires, Guarulhos e Rio de Janeiro. A aposentadoria definitiva do último 707 em operação, o cargueiro PP-VLN, foi selada quando o mesmo foi vendido em 24 de outubro de 1989, colocando um ponto final em 29 anos de operações ininterruptas do modelo na Varig. 

sábado, 9 de julho de 2011

Saudades da Varig - Por Walcir Carrasco

Ontem estive no aeroporto de Congonhas tentando embarcar para o Rio de Janeiro. Imperava o caos. Vôos atrasados por todo lado, devido à neblina. Eu já tinha feito check-in pela internet. Na sala (salão) de embarque, havia uma mocinha da TAM cercada de passageiros.  Horário: 15:30. Atendia uma senhora de uns 75 anos, do interior do Rio Grande do Sul.
— Saí da minha cidade às cinco da manhã para pegar o vôo das 9h em Porto Alegre. O vôo saiu às duas. Perdi minha conexão para o Rio de Janeiro. Estou remarcando a passagem.
A mocinha imprimiu o bilhete. Para as 19h!
— Não temos assentos livres antes desse horário, explicou.
— Não faça isso comigo! — gemeu a senhora.
E começou a chorar. A mocinha da TAM respondeu gentilmente, como dever ter sido treinada, com um sorriso no rosto:
— Nós vamos fazer isso, sim. Quando chamarem algum outro vôo, a senhora vá até o embarque e veja se tem lugar sobrando.
A mulher ficou chorando.
Encontrei um amigo, Antônio, com o mesmo problema. Ia pegar um vôo antes do meu, mas não havia saído. Do meu, nem notícia.
Tomamos um café e fomos a um balcão. Não havia fila. Os passageiros se aglomeravam. Um rapaz respondia a quem falava mais alto.
Duas senhoras tinham vindo de Washington.  Queriam chegar a Porto Alegre.
— Estamos em trânsito há 48 horas — contou uma delas. — Teria sido melhor ir de ônibus!
Finalmente, meu amigo conseguiu ser ouvido.
— Não temos previsão sobre seu vôo. — foi a resposta.
Perguntei do meu.
— Foi desmarcado.  Terá que embarcar no próximo.
— E quando será o próximo?
— Não temos previsão.
Desisti de voar. Eu e Antônio fomos remarcar as passagens no check-in. Filas quilométricas. E, mais uma vez, desistimos.
Neblina e outros tipos de problemas acontecem em aeroportos. Mas o tratamento dispensado aos passageiros é lamentável.  Não há gentileza real, preocupação.
Nos tempos da antiga Varig era diferente. A gentileza era a praxe. O atendimento era ótimo, o serviço de bordo impecável. E generoso! Que comidinha boa! Nos outros países, a agência da Varig assemelhava-se a uma representação diplomática.
Eu fiz lindas viagens pela Varig. Cheguei a trabalhar na revista de bordo, a “Ícaro”, onde, como funcionário, também tive um tratamento generoso e exemplar.
Quando vivo uma situação como a do último sábado, realmente digo para mim mesmo:
— Ah, que saudades da Varig!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Varig terá frequências adicionais para Punta Cana em julho

Varig terá frequências adicionais para Punta Cana em julho


A Varig, bandeira da companhia aérea Gol para voos internacionais mais longos, inicia na próxima terça-feira duas frequências adicionais para Punta Cana, na República Dominicana, destino já atendido com três operações semanais. Inicialmente, os voos se estenderão por todo o mês de julho, aproveitando a demanda aquecida de turistas que viajarão ao Caribe.

“Punta Cana é uma cidade que oferece infraestrutura avançada e preços acessíveis. Por meio da nossa marca Varig, somos a única empresa aérea que liga Brasil ao Caribe de forma direta”, destaca Eduardo Bernardes, diretor Comercial da Gol.
Com as novas opções, os clientes poderão sair do Brasil para Punta Cana também às segundas e sextas, além das opções às terças, quartas e sábados. Os voos operados pela marca Varig partem do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão) e São Paulo (Guarulhos) e são realizados com modernas aeronaves Boeing 737-800 Next Generation configuradas com duas classes.

Na Econômica, o serviço de bordo inclui opções de refeições quentes completas, com prato principal, salada e sobremesa, além de bebidas variadas. Já a classe Comfort apresenta diferenciais aos passageiros, como maior espaço entre poltronas, mais privacidade a bordo, bônus de 150% no acúmulo de milhas Smiles, serviço de bordo com opções adicionais e entretenimento de bordo individual.

A Gol possui parcerias com operadoras de turismo especializadas em Caribe para realizar a venda de pacotes para a República Dominicana. Os bilhetes também podem ser adquiridos pelo site: http://www.voegol.com.br ou por meio da Central de Relacionamento com os Clientes.

terça-feira, 21 de junho de 2011

GOL 10 ANOS

Na home e acima, o avião com a pintura comemorativa (fotos divulgação)


A Gol, que completa uma década este ano, vai colocar em operação amanhã (terça-feira, dia 21) um Boeing 737-800 Next Generation que recebeu um trabalho de pintura e adesivagem especial. Em vez do padrão branco na fuselagem, a aeronave recebeu um banho de tinta laranja e carrega o famoso aviãozinho utilizado na nova campanha institucional da companhia, além da marca “Gol 10 anos”.

O processo de pintura do Boeing teve duração de seis dias e foi realizado no Centro de Manutenção de Aeronaves da Gol, em Confins (MG). Os adesivos foram aplicados em seguida, após a secagem completa da tinta.
O primeiro voo comercial da aeronave após os trabalhos será o G3-1357, que partirá às 6h do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O avião, de matrícula PR-GTF, realizará voos por toda a malha da companhia.
A criação da peça, feita em parceria com a agência de publicidade AlmapBBDO, é parte da campanha “Imaginação”, que teve inicio em setembro de 2010, em comemoração ao marco da primeira década de voos. “A pintura especial reflete o lado criativo, moderno e inovador da aérea”, diz o gerente geral de Marketing da empresa, Florence Guimaraes Scappini.
Site Pan Rotas

domingo, 5 de junho de 2011

767 - 300 VARIG, Dessa vez PR VOK

PP VOK CELEBRANDO 500 ANOS DO BRASIL

PP VOK POUSANDO EM PARIS

PP VOK CORES ORIGINAIS EM GUARULHOS

PP VOK EM LISBOA

PP VOK DECOLANDO DE LISBOA


segunda-feira, 23 de maio de 2011

NAS ASAS DE CRUZEIRO
Propaganda de revista e Jingle da época da fusão, uma melodia criada por Archimedes Messina, com produção da Sonotec Clique aqui para ouvi-la...


Não havia inspeção de bagagens, despachadas ou de mão, e no Santos Dumont o próprio tripulante se encarregava de colocar suas malas no “porão” do Electra, e de retirá-las na chegada, em Congonhas.


Carta de aproximação radar de Congonhas do tempo do Caravelle e “à prova de café derramado”. Modernismo? Em termos. No final dos anos 70, na terminal de SP, entre 19 NDBs existiam apenas 3 VORs.


Do Dornier Wal ao Airbus. O A300B4 foi o último e o maior avião operado com as cores da Cruzeiro. Nessa foto, o CLB não realizava o 484, mas também seguia a Manaus, no SC300, que decolava de Congonhas às 13:45 e chegava no início da madrugada, após as seguintes escalas: Galeão, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luiz e Belém. (1982)


Hora do rush em Congonhas, no final dos anos 70, com correria de ônibus lotados de passageiros. Naquela época, para decolar da pista 16R (a atual 17R), as aeronaves precisavam se deslocar parcialmente pela pista, porque não havia pista de táxi até a cabeceira.


Charlie-Juliet-Torto no terminal 1 de Guarulhos, onde se concentravam as operações da Varig-Cruzeiro na década de 80. Pela parte da manhã era mais comum observar os 737 estacionados nas posições remotas Golf.


Pausa para descanso em Cuiaba, de janela aberta para entrar um pouco de ar puro ... e quente.


Dados de decolagem de Cuiabá num dia com a aeronave pesada. As correções +.03 e -.01, acima dos valores de EPR, referem-se, respectivamente, ao adicional de potência disponível em caso de decolagem sem sangria de ar do motor e penalidade no caso de uso de Gravel Protect, que era um dispositivo que ficava próximo do bocal da turbina e contribuía para “limpar a área” e evitar ingestão de detritos

Bombom de cupuaçu ... pegue antes que acabe. (1980)


Em destaque está a aerovia UW7, utilizada entre Cuiabá e Rio Branco. Havia limitação de níveis disponíveis para cada lado, devido ao cruzamento pelo meio do caminho com outras rotas. Numa viagem restrita no FL 290, durante um vôo 485, observei pela primeira vez a formação de gelo nas asas do 737, durante a entrada de uma frente fria vinda dos Andes. Nessa carta também é possível notar que naquela época ainda não havia um centro de controle único, como o Amazônico, mas uma distribuição entre Campo Grande, Porto Velho, Manaus e Belém, e que alguns auxílios essenciais à navegação, como o NDB RON e o VOR RBT, poderiam estar fora de serviço, sem aviso prévio.


A Varig emitiu uma carta de navegação que servia de orientação para eventualmente fazer vôos diretos em certos trechos. Adicionalmente, alguns pilotos possuíam os seus “kits” particulares, que poderiam incluir um mapa da revista 4 Rodas ou um simples atlas geográfico escolar, que ajudava a identificar rios e cidades, quando as condições meteorológicas permitiam. Além disso, havia o sistema digital e rotativo – o Computador da Jeppesen – que ajudava a [u]não[/u] descobrir qual era a intensidade e a direção do maldito vento lateral. Era compacto, como um moderno telefone celular. E o motivo de ser o modelo CR2 era exatamente esse: cabia no bolso da camisa Alfred, que era a fornecida pela companhia, porém, não funcionava quando mais precisávamos. Esse recurso de última geração também era usado por um pessoal do B707 e DC-10 nos seus vôos, claro que entre um caviar e outro.


Outro Cruzeirinho voando pela Amazônia, em Tefé, numa rota que havia sido explorada pelos PBY-5A Catalina e DC-3. O “November” foi o primeiro 737 que a companhia recebeu, em janeiro de 75. No momento dessa foto, a França vencia o Brasil nos pênaltis, na Copa de 86, no México. Enquanto eu fazia a inspeção externa, os demais tripulantes e os passageiros estavam acompanhando o jogo pelo rádio de um despachante. Mesmo perdendo, teve cervejada em Manaus.
























quinta-feira, 19 de maio de 2011

A HISTÓRIA DA RIO SUL

A empresa foi fundada em 24 de agosto de 1976, tendo como acionistas a VARIG, Atlantica Boa Vista, Companhia Nacional de Seguros, a Sul-América Companhia de Seguros e o Banco Bradesco. Posteriormente, somente a Atlântica Boa Vista e a Sul-america, além da Varig, possuiam participação acionária n empresa. Com a decisão da Sul-América de vender sua participação tendo a TAM - Transportes Aéreos Regionais realizado proposta de compra, porém, com a concessão de prazo extra de dois dias para uma decisão da Atlântica Boa Vista e Varig, sendo que esta última não poderia ter mais de 1/3 das ações. Com isso, a Cruzeiro do Sul adquiriu uma parte da participação da Sul-América e a Fundação Rubem Berta outra parte, levando para 2/3 o domínio do Grupo Varig na Rio-Sul. A area de atuação da Rio-Sul Serviços Aéreos Regionais era a Regiao Sul e compreendia os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro, parte do Estado de Sao Paulo, a sudeste da linha que liga os aeroportos de Registro, Sao Paulo e Campos do Jordão, e parte do Estado do Espirito Santo, ao sul do paralelo correspondente ao aeroporto de Vitoria. Seu primeiro vôo foi entre Porto Alegre - Rio Grande - Pelotas.
Em 1981 a empresa já transportava 113.700 passageiros em doze meses.
Em 1985 obteve 45% de aproveitamento a bordo de seus 7 Embraer 110 e 4 Fokker F-27-200 e 2 Fokker 27-500. Em 1986 arrendou 2 Embraer 120, os primeiros a operarem para uma empresa brasileira. Neste ano iniciou fretamentos para a Pousada do Rio Quente, Porto Seguro e Foz do Iguaçú. Com as novas aeronaves Brasília a empresa inaugurou linhas para Caxias do Sul, Navegantes e Maringá.

737-500 da Rio Sul depois da fusão com a VARIG
Em 1988 o número de passageiros embarcados subiu para 336.900 e a empresa receberá mais duas aeronaves Embraer 120.
Em 1989 a empresa vendeu quatro Fokker 27-200 e adquiriu outros quatro Embraer 120, visando uma padronização e modernização da frota que, ainda constam mais cinco Embraer 110.

Em 1991 seus dois Fokker 27 foram substituídos por dois Fokker 50 que se juntaram aos dez Embraer 120 e aos dois Boeing 737-500, os primeiros a serem operados na América Latina. Os Boeing entraram em operação nas cidades de São Paulo / Congonhas, Belo Horizonte / Pampulha, Brasília, Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçú.
Em 1993 a frota saltou para 10 Embraer 120, 6 Fokker 50 e 3 Boeing 737-500.
ERJ 145 da Rio Sul/Varig
Em 1995 adquiriu o controle da Nordeste Linhas Aéreas, lançou um vôo com Fokker 50 entre Congonhas e Guarulhos, vôo este que seguia para o centro-oeste do país, e estava contando com 8 Boeing 737-500 na frota, além dos 10 Embraer 120 e 8 Fokker 50.
Em 1996 adquiriu mais duas aeronaves Fokker 50. Em 1997 encomendou 15 jatos Embraer 145, sendo a primeira empresa a operá-lo. As rotas que voaram inicialmente foram Santos Dumont - Pampulha e Santos Dumont - Campinas.
Em 1997 celebrou a chegada dos Embraer 145 em agosto, que deram novo fôlego na disputada briga com a Tam pelo título de melhor regional brasileira.
No mês de agosto de 1998 a Rio Sul se associou a Varig na Ponte Rio - SP, melhorando as ofertas das duas empresas.
Em 2000 transportou 3.685.953 passageiros, graças a chegada de dois novos Embraer 120, de quatro Embraer 145 e de um Boeing 737-300. Foram devolvidos 3 Boeing 737-500 e dois Fokker 50.
Em 2001 a empresa recebeu seu primeiro Boeing 737-700, além de outros dois Boeing 737-300. Chegaram outros quatro Boeing 737-500 e um Embraer 145. Dois Embraer 120 foram devolvidos. A meta da empresa era de padronização da frota, com aeronaves Boeing 737.
Em 2002 o Grupo Varig integrou sua malha aérea a da Rio Sul e Nordeste. Era comum vôos da Varig com aeronaves Rio Sul e vice-versa. Isto foi fruto de uma reestruturação na malha da Varig motivado pela devolução de algumas aeronaves alugadas. Com 3.879.337 passageiros, a Rio Sul viu os números de 2002 se transformarem em história, pois nunca mais repetiria tais números servindo sua frota à Varig. Em 2003 sua frota era composta ainda de 15 Embraer 145, 4 Boeing 737-300, 14 Boeing 737-500 e 4 Boeing 737-700.
Os avioes que fizeram parte de sua frota foram os Embraer Bandeirante, o Piper Navajo, o Rockwell Sobreliner, o Fokker F-27, o Embraer 120 Brasília, O Fokker 50, o Boeing 737-500, o Embraer 145, sendo a única empresa aérea brasileira a utilizar esta aeronave, depois ainda utilizou o Boeing 737-300 e o Boeing 737-700.
Em 2004 foram embarcados nas aeronaves da Rio Sul apenas 378.252 passageiros em 4 Boeing 737-300, 6 Boeing 737-500 e 2 Boeing 737-700. A Rio Sul pagou pelo fato de ser uma empresa ligada a Varig, assim como num passado próximo a Interbrasil pagou por ser uma empresa da Transbrasil.