MAGAZINE SOUJAR

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Antiga Varig promove leilão de bens pós-falência


Antiga Varig promove leilão de bens pós-falência


A Massa Falida da antiga Varig, realizará, no dia 29 de agosto, o primeiro leilão de bens após sua falência. O dinheiro arrecadado será depositado na conta da massa falida, gerida pelo juiz da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, para futuro rateio entre os credores da falida.
O Flex Communication Center (FCC), que compreende as estações de rádio da companhia aérea, está avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão e será o primeiro item da massa falida leiloado. De acordo com o sócio do escritório Nogueira, Simão & Bragança, Fábio Nogueira, que assessora a empresa, os leilões deverão ser realizados ao longo dos próximos anos, resultando em um ativo de cerca de R$ 300 milhões.
De acordo com o advogado, este processo não será imediato e dependerá de resolução da Justiça. O escritório, que também cuida da falência da empresa, trabalha em outras frentes para quitar os débitos junto aos credores. Segundo Nogueira, cerca de 30% da dívida da empresa pode ser contestada e a banca já conseguiu a anulação de aproximadamente R$ 800 milhões que eram reclamados pela Receita Federal.



O FCC, unidade de negócios especializada em serviços de radiotelecomunicações para a indústria aeronáutica, permaneceu em funcionamento mesmo depois da falência da antiga Varig. Companhias aéreas como Tam, Gol, Azul Webjet e Trip estão entre seus clientes. Capacitado para operar como prestador de serviços de tráfego aéreo, o FCC conta com bases em aeroportos nas cidades de Santo Ângelo (RS), Passo Fundo (RS), Caxias do Sul (RS), Chapecó (SC) e Cascavél (PR) – todas categoria A –, além da estação de rádio do Rio de Janeiro, categoria B, que promove facilidades de transmissão de mensagens administrativas.
Até o final do ano está previsto também o leilão do centro de treinamento de aeronautas da empresa, que está entre os maiores da América Latina. A unidade destaca-se por sua estrutura e sua localização estratégica, já que fica próxima ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. O centro é utilizado por outras companhias aéreas para treinamentos, cursos e simulações de voos. Suas atividades também foram mantidas após o processo de falência, a fim de evitar a desvalorização dos ativos e prejuízos a terceiros e aos usuários de transporte aéreo.



Revista Consultor Jurídico, 25 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O DESMANCHE DA VASP


Aeronaves são desmontadas no aeroporto de Congonhas, em Sao Paulo.


Marcela Gonsalves, da Agência Estado


SÃO PAULO - Os nove aviões da extinta empresa aérea Vasp, estacionados há seis anos no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, começaram a ser desmontados nesta terça-feira, 23. Foi estabelecido um prazo de 20 dias para que o trabalho seja concluído. Entre os nove aviões sucata estão sete Boeings 737-200 e dois Airbus A-300, que ocupam uma áreas de 170 mil metros quadrados do aeroporto. Eles serão leiloados e o primeiro lote deve sair em cerca de 60 dias, segundo informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O valor obtido com o leilão será destinado à massa falida da Vasp, ou seja, aos credores da companhia habilitados no processo judicial de falência. Outra possibilidade de destinação de aeronaves são museus, que poderão adquiri-las a preços simbólicos, como o Museu Asas de um Sonho, na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo.
A Vasp teve a falência decretada em 2008, mas os aviões já estavam parados e sem peças há pelo menos três anos antes disso, de acordo com o CNJ. Ao todo, existem 27 aeronaves da companhia paradas em aeroportos brasileiros.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SITES DA VARIG










Postamos alguns sites da VARIG para que façamos um exercício de memória e tentarmos lembrar a que ano se refere o site e qual empresa do grupo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NOVA PINTURAVARIG/GOL

BEM QUE ESSA PINTURA FICARIA LINDA.
Rumores circulando sobre GOL usar a marca VARIG

sábado, 23 de julho de 2011

VARIG de 787 Dreamliner?

Montagem de Breno Aviação


Em meio a notícia da aquisição da Webjet, surge uma nota que a GOL estaria avaliando reativar de vez a marca Varig para relançar suas operações de longo curso. A informação foi veículada pela "Istoé Independente" na semana passada. De quebra, a GOL traria os modernos Boeing 787 para relançar as operações da Varig no exterior. Quem se lembra, alguns anos atrás havia fortes boatos no mercado que a GOL havia de fato reservado alguns slots de entrega do 787. Mais, a notícia veiculada na Istoé coincide com o cancelamento do pedido de 8 Dreamliners da Gulf Air anunciado na semana retrasada. Será que veremos o Dreamliner voando por alguma companhia aérea local? Melhor, nas cores da Varig? Só o tempo dirá..."
Segundo a Administração da GOL, a marca VARIG tem reconhecimento internacional e um bom valor de mercado e, por isso mesmo, seria mantida. A pretensão, entretanto, de utilizar a marca VARIG em voos internacionais foi descartada. A GOL irá utilizar sua própria marca e já comprovou isso iniciando as rotas para Miami e Nova Iorque, no 2º semestre de 2012, utilizando alguns Boeing 737.800 da própria empresa, modificados, com classe executiva e econômica. Os B-787 também não virão. A GOL optou por adquirir os novos Boeing 737 MAX 8 (que serão recebidos a partir de 2018) e manter a padronização da frota.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O 747-400 na Varig





O maior jato comercial fabricado até então pela Boeing, operou na Varig entre os anos de 1991 e 1994. Matriculados PP-VPG, VPH e VPI, os três aparelhos Boeing 747-400 eram da versão mais moderna do famoso quadrimotor e traziam uma grande vantagem de performance em relação às versões anteriores. Para se ter uma idéia, este modelo era 24 toneladas mais leve que a versão 300, graças ao uso de materiais mais leves como ligas de carbono e kevlar e apresentava diversos progressos em tecnologia de cabine e conforto dos passageiros, além de oferecer um alcance maior com o uso de turbinas mais modernas, gerando custos operacionais mais baixos, com maior flexibilidade. Na Varig, o grande jato foi configurado para transportar 403 passageiros em três classes distintas e foi colocado, inicialmente, na rota do Brasil para Londres e Copenhagen. Com a chegada do segundo aparelho, a companhia gaúcha iniciou a rota até Hong Kong, com escalas na África e na Tailândia. O Boeing 747-400 também operou na rota para a Itália e Alemanha e na América do Sul, entre o Rio de
Janeiro e Buenos Aires. Posteriormente, o terceiro 400 foi utilizado para cobrir a rota entre o Brasil e o Japão, pousando nas cidades de Tóquio e Nagóia. Entretanto, no começo de 1994, a Varig enfrentava um rápido aumento nos seus gastos mensais e já havia iniciado um programa de enxugamento de despesas e entre as medidas anunciadas, vários contratos de leasing de aeronaves seriam revistos. O custo mensal de leasing do Boeing 747-400 era bastante elevado para a época, chegando a ser de até US$ 700 mil por avião e a Varig, em nome do programa de redução de custos, optou pela suspensão de algumas rotas deficitárias e pela devolução de alguns jatos de grande porte, entre eles o Boeing 747-400. Com a retirada de operação desses aparelhos até o final daquele ano, dois deles foram destinados para a empresa aérea Air New Zealand (PP-VPH/I) e um para a companhia Garuda Indonesian Airways (PP-VPG). Os substitutos nas rotas operadas pelo modelo foram o Boeing 747-300 e o MD-11.

Reportagem retida da Revista Flap Internacional

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Historia dos DC-10 na Varig


Historia dos DC-10 na Varig


Os McDonnell-Douglas DC-10 da Varig: pioneiros wide-bodies no Brasil

No início da década de 1970, o mundo passava por uma revolução,  no mercado de transporte aéreo. Os primeiros Boeing 747 já estavam sendo entregues ao seu operador inicial, a Pan Am, e o supersônico Concorde já tinha feito o seu primeiro voo. O senso comum, nessa época, dizia que, a partir de 1975 ou 1976, passageiros iriam voar em supersônicos, como o Concorde, e cargas iriam voar em aeronaves wide-bodies (de corpo largo e dois corredores), como os recém lançados Boeing 747, McDonnell-Douglas DC-10 e Lockheed L1011 TriStar. Um quarto wide-body, o Airbus A300, iria se juntar ao grupo ainda na primeira metade da década.
Os wide-bodies recém lançados, designados genericamente, à época, como "jumbos",  prometiam uma revolução maior que a dos fantásticos supersônicos. Enquanto problemas ambientais e o alto consumo de combustível praticamente condenavam a carreira desses últimos, antes que começassem a operar, os jumbos eram altamente eficientes, pois eram mais econômicos, por passageiro, que os velhos Boeing 707 e Douglas DC-8, podiam operar nas mesmas pistas que esses últimos, e tinham capacidade de passageiros e carga muito maiores.
Adquirir wide-bodies virou o sonho de de todos os administradores de empresas aéreas internacionais do mundo inteiro, naquela época. Afinal, essas aeronaves podiam levar passageiros com passagens mais baratas, com mais segurança e economia. Logo se vislumbrou também que o voo em supersônicos seria caro demais, reservado apenas às elites.
A Crise do Petróleo, em 1973, embora tenha impactado todos os setores da aviação, logo desmonstrou que os wide-bodies seriam o futuro da aviação comercial internacional, e que a carreira dos supersônicos estava condenada, antes mesmo de começar.
No início dos anos 1970, a Varig era a maior empresa aérea brasileira, e detinha praticamente o monopólio das linhas internacionais, entre as outras empresas brasileiras. A principal aeronave utilizada pela Varig em voos internacionais, nessa época, era o Boeing 707, embora alguns Douglas DC-8 e Convair 990 ainda estivessem em serviço.
A introdução dos "jumbos", de certa forma, colocou a Varig em xeque. As empresas aéreas estrangeiras logo começaram a voar para o Brasil com esse tipo de aeronave. A poderosa Pan Am, ao introduzir os Boeing 747-121 nas rotas Brasil-EUA, dava o troco na Varig, que foi a primeira empresa aérea a voar sem escalas do Brasil a New York, em 1960, Com os Boeing 707-441, a Varig, suplantou a rival americana, que também voava  os 707, mas que precisavam de uma escala técnica para reabastecimento.
Consequentemente, a Varig, agora liderada por Erik de Carvalho, corria atrás do "prejuízo", e namorou durante longo tempo o Boeing 747. Entretanto, a realidade do Brasil, nessa época, era problemática: O Governo Militar do Presidente Emílio Garrastazu Médici enfrentava grande endividamente externo, inflação e a Crise do Petróleo. Somente a elite andava de avião e fazia viagens internacionais. Um Boeing 747, talvez, seria grande demais para uma companhia aérea brasileira.
Analisando a situação, a Varig deixou de lado o Boeing 747 e optou por uma aeronave um pouco menor, o McDonnell-Douglas DC-10, mas que também era um wide-body, bem maior que o Boeing 707 e que, tecnicamente falando, equivalia ao poderoso 747 em termos de desempenho, segurança e conforto ao passageiro. Os DC-10 ainda eram bem mais baratos que os 747, mas Erik de Carvalho afirmou, na época, que esse não foi o fator principal na escolha da aeronave, mas sim as condições do mercado latino-americano da época.
Em novembro de 1972, finalmente a Varig se decidiu e fez uma encomenda de quatro aeronaves DC-10, série 30, a mais avançada então em produção, que deveriam ser entregues entre 1974 e 1975.
Os DC-10 série 30 eram mais adequados às linhas de longo curso da Varig que os série -10. Tinham alcance de 10.000 Km e peso máximo de decolagem  (MTOW- Maximum Take-off Weight) de quase 260 toneladas, em contraste com os pouco mais de 6.000 Km de alcance e 195 toneladas MTOW dos DC-10 série 10, os iniciais de produção.
A entrega das duas primeiras aeronaves não atrasou. Em maio de 1974, os dois primeiros DC-10-30 da Varig, matriculados como PP-VMA e PP-VMB, foram entregues em Long Beach, na Califórnia (foto abaixo). Em breve, mais dois aviões, matriculados PP-VMQ e PP-VMD, seriam entregues.
 
Naquela época, o DAC e o Ministério da Aeronáutica ditavam as regras, inclusive em detalhes como número máximo de poltronas dos aviões. Os DC-10-30 eram certificados para levar até 380 passageiros em configuração de alta densidade. O DAC fixou o limite máximo de 250 lugares nos DC-10 da Varig, mas a empresa colocou apenas 241 poltronas, uma disposição bastante confortável para o tamanho do avião. Na classe econômica, as poltronas eram dispostas em configuração 2-4-2.

A decoração interna dos aviões, com poltronas em tons de laranja e amarelo, seria considerada hoje quase "psicodélica", mas obedecia à moda da época. Um uniforme novo para as comissárias também foi lançado na época (foto abaixo). Era bastante colorido, também bem ao gosto da época mas seria considerado um tanto curto para os dias de hoje.

Os DC-10 tiveram, no mundo, uma carreira um tanto turbulenta, a começar pelos acidentes e incidentes provocados por defeitos na porta de carga, ainda nos anos 70. Mas, no Brasil, tiveram uma carreira feliz, tanto na Varig, que operou 15 exemplares, quanto na Vasp e alguns operadores menores.
 
Além de linhas internacionais, os DC-10 voaram também algumas linhas domésticas, e pelo menos um foi arrendado, por um curto espaço de tempo, em 1993, para a LAP - Lineas Aereas Paraguayas, o PP-VMX (foto abaixo), para substituir alguns velhos Boeing 707 e Douglas DC-8 em fnal de carreira.

Nenhum dos DC-10 da Varig sofreu acidentes graves em toda a sua longa carreira de 25 anos no país. É um grande contraste, em relação ao recorde de segurança do seu antecessor imediato, o Boeing 707, que teve uma carreira turbulenta e repleta de acidentes.

Vale dizer que nenhuma empresa brasileira perdeu wide-bodies em acidentes, desde o primeiro ano de operação, em 1974, até hoje.

Eis a lista completa das 15 aeronaves DC-10 que operaram na Varig:

PP-VMA: c/n 46944/133, comprado novo, entregue em 29/05/1974. Vendido em 09/03/1999 para a Avensa, da Venezuela, como YV-51C, e depois como YV-69C. Em 14/05/2003, foi para a Santa Barbara Airlines, como YV-1052C, mas encontra-se parado na Venezuela desde outubro de 2005;

PP-VMB: c/n 46945/156, comprado novo, entregue em 18/06/1974. Vendido em 14/12/1998 para a Avensa, da Venezuela, como YV-50C. Encontra-se atualmente parado na Venezuela;

PP-VMD: c/n 46916/202, comprado novo, entregue em 12/06/1975. Vendido em 17/03/1998 para a Canadian Airlines, do Canadá, como C-GBQQ. Foi retirado de serviço em 2001, e desmontado em Marana, AZ, no Pinal Air Park, entre 2004 e 2005. Na foto abaixo, o C-GBQQ está atrás do DC-10 C-GCPG;

PP-VMO: c/n 46540/268, Veio da CP Air, do Canadá, onde começou a operar em 27/03/1979, como C-GCPC. Entregue à Varig em 15/04/1979. Ficou menos de um ano na empresa, retornando à CP Air em 02/04/1980, com a mesma matrícula anterior. Em 1987, foi convertido em cargueiro DC-10-30F, agora na Canadian Airlines, sucessora da CP Air. Foi vendido em 02/08/2005 para a Centurion Air Cargo, como N304SP, e depois para a Master Top Linhas Aéreas, em 24/12/2008, como PR-MTC, onde opera até hoje;

PP-VMP: c/n 46541/281, Veio da CP Air, do Canadá, onde começou a operar em 19/07/1979, como C-GCPD. Entregue à Varig em 21/07/1979. Ficou menos de um ano na empresa, retornando à CP Air em 14/06/1980, com a mesma matrícula anterior. Em 1987, passou para a Canadian Airlines, sucessora da CP Air. Foi vendido em 29/11/2000 para a World Airways, como N541SA, onde foi convertido para DC-10-30F. Foi depois para a DAS Air, do Quênia, em 16/08/2005, como 5X-DAS, onde voou até ser estocado em dezembro de 2006;

PP-VMQ: c/n 46941/176, comprado novo e entregue em 07/11/1974. Voou na Varig durante toda a sua carreira, sendo desmontado em Tucson, AZ, em julho de 2002 (foto abaixo);

PP-VMR: c/n 47817/300, encomendado pela Singapore Airlines, onde chegou a ser registrado como 9V-SDF, em 30/11/1979, mas repassado à Varig no dia seguinte. Voou menos de um ano na empresa, até ser devolvido em 24/11/1980 à Singapore, com a mesma matrícula anterior. Foi vendido em 30/11/1983 para a Biman Bangladesh, como S2-ACQ, onde voa como aeronave de passageiros até hoje;

PP-VMS: c/n 47818/305, encomendado pela Singapore Airlines, onde chegou a ser registrado como 9V-SDG, em 25/01/1980, mas repassado à Varig no mesmo dia. Voou até 13/01/1992 na empresa, até ser repassado à McDonnel-Douglas, como N519MD, na época em que a Varig estava adquirindo seus MD-11. Foi depois, sucessivamente, para a World Airways (01/03/1992), como N115WA, Garuda (28/04/1992), Biman Bangladesh (20/07/1993), como S2-ADB, McDonnell-Douglas (11/09/1996), como N537MD, Caledonian Airways (11/03/1998), como G-LYON, JMC Airlines (27/03/2000), DAS Air (26/06/2002), já como cargueiro DC-10-30F e matriculado 5X-ROY, e Avient, do Zimbabwe (01/06/2007), como Z-ALT, onde está ativo até hoje;

PP-VMT: c/n 47841/329, comprado novo e entregue em 31/07/1980. Foi convertido ainda na Varig em cargueiro DC-10-30F. Passou para a VarigLog em 01/01/2006, ainda como PP-VMT. Foi estocado em GRU, em maio de 2008, e em VCP após outubro de 2008. Foi depois mandado para o Pinal Air Park, em Marana, AZ, em agosto de 2009 como N576SH. Situação atual incerta;

PP-VMU: c/n 47842/332, comprado novo e entregue em 09/10/1980. Foi convertido ainda na Varig em cargueiro DC-10-30F. Passou para a VarigLog em 01/01/200O, ainda como PP-VMU. Foi estocado em Manaus, em março de 2008. Foi depois para a Pegasus, em dezembro de 2009 como N578SH. Foi estocado, mas sua situação atual é incerta;

PP-VMV: c/n 47843/335, comprado novo e entregue em 09/10/1980. Voou por 19 anos na Varig até ser vendido em 29/10/1999 para a Skyjet, onde foi convertido em cargueiro e matriculado como N335SJ. Depois foi para a DAS Air (30/06/2000), Electra Airlines (11/11/2001), como SX-CVC. Arm,azenado em Nimes, França, foi vendido depois para a CargoItalia (01/05/2006), como I-CGIA. Armazenado em Chateauroux - CHR, na França, desde 11/2008;

PP-VMW: c/n 47844/336, comprado novo e entregue em 10/11/1980. Voou por 14 anos na Varig, depois, em 01/07/1994, foi para a Pluna, do Uruguai, ainda como PP-VMW. Foi para a Northwest em 30/12/1994, como N237NW, e depois retirado de serviço e estocado em Marana, em v21/02/2007. Ficou alguns dias em Marana até ir para a ATA Airlines, em 30/03/2007. Depois foi para a World Airways, em 22/02/2008, como N136WA, até ser estocado novamente em julho de 2010;

PP-VMX: c/n 47845/356, comprado novo e entregue em 09/06/1981. Voou por 13 anos na Varig, depois foi para a LAPSA, do Paraguai, em 03/10/1993, ainda como PP-VMX. Voltou para a Varig em 27/01/1994 Varig, e depois foi para a Garuda, da Indonésia, em 06/04/1994. Em 01/07/1994, voltou para a Varig, como PP-VMX, e em 02/09/1999 foi para a Northwest Airlines, como N242NW. Foi estocado em Marana em 02/2006, indo em 23/04/2007 para a ATA Airlines, como N242NW. Em 23/02/2008, foi para a World Airways, como N138WA, e depois armazenado novamente em 11/2010;

PP-VMY: c/n 48282/355, comprado novo e entregue em 30/04/1981. voou na Varig por quase 13 anos e, em 06/04/1994. foi para a Garuda, voltando para a Varig em 01/07/1994. Em 16/06/1999 foi para a Northwest Airlines, como N241NW. Estocado em Marana em 02/2006, foi vendido em 07/02/2007 para a ATA Airlines, onde foi matriculado como N241NW, e depois, em 22/02/2008, para a World Airways, como N137WA, onde está voando até hoje;

PP-VMZ: c/n 46999/289, comprado da Singapore Airlines, onde foi entregue em 28/09/1979, como 9V-SDE. Entregue à Varig em 27/03/1980 como PP-VMZ. Em 13/01/1992, foi para a McDonnell Douglas, como N518MD, na época da aquisição dos MD-11. Em 01/03/1992, foi para a World Airways, como N114WA, em 01/05/1992 para a Garuda, como N114WA, em 17/07/1993, novamente para a World Airways, como N114WA, em 20/07/1993 para a Biman Bangladesh, como S2-ADA, em 01/11/1994 voltou para a McDonnell Douglas como N524MD, indo em 07/09/1995 para a Aeroflot, da Rússia, como N524MD, sendo convertido para cargueiro DC10-30F. Em 19/11/2004, foi para a Arrow Air, como N524MD, arrendado da Miami Leasing. Foi estocado em OPF (Opa Locka, Flórida), em 07/2010.

Como se pode ver, nenhum desses aviões foi acidentado, nem na Varig nem nos vários operadores posteriores. Alguns ainda estão na ativa, como o PP-VMO, atual PR-MTC, da Master Top, o PP-VMS, atual Z-ALT, da Avient, e o PP-VMY, atual N137WA, da World Airways.

Os desmontados, com certeza, foram os PP-VMQ e PP-VMD. Os demais estão estocados, mas alguns desses também certamente não voltarão a voar, e podem ter sido desmontados também.

Os pilotos da Varig gostavam dos DC-10, pois eram aviões muito sofisticados, cheios de automatismo, com navegação inercial, muito mais precisa que os sistemas Doppler dos Boeing 707. Em resumo, era um luxo, para os tripulantes. Até a chegada dos Boeing 747, em 1981, ser comandante de DC-10 era o topo da carreira dos pilotos da Varig, e nem todos chegavam lá, só os melhores.

 

Durante 7 anos, os DC-10 foram os maiores aviões operados por uma empresa brasileira, até serem suplantados pelos Boeing 747-200, em 1981. Fizeram praticamente todas as linhas internacionais da Varig, desde NYC a Madrid, Los Angeles, Paris e Londres.

Em 1994, o DC-10 PP-VMD foi pintado em um esquema de cores especial para a Copa do Mundo da FIFA, nos Estados Unidos, e trouxe de volta a Seleção Brasileira tetracampeã (foto abaixo). 

 

Mesmo com a chegada dos Boeing 747, em 1981, e dos MD-11, em 1991, grande parte da frota de DC-10 continuou em uso. Apenas dois foram usados exclusivamente para transportar carga, os PP-VMT (foto abaixo) e PP-VMU.
 

Essas duas aeronaves foram  depois repassadas para a então subsidiária de carga VarigLog, onde foram usados por  um longo tempo. No início da década de 2000, os últimos DC-10 da Varig foram vendidos ou devolvidos, encerrando assim uma era da aviação comercial brasileira.


Alguns poucos, comos os veteranos PP-VMA e PP-VMB, chegaram a receber o novo esquema de pintura introduzido pela Varig em 1999 (foto acima).